Reposição hormonal masculina aos 20 anos?

Listamos aqui todas as dúvidas sobre a reposição hormonal e seus benefícios e contra-indicações a partir do 20 anos de idade.

Reposição hormonal masculina aos 20 anos?

Menopausa é um termo já muito conhecido, aquela fase em que ocorre a diminuição hormonal feminina e todas as suas famosas consequências, mas a andropausa (diminuição do hormônio masculino testosterona) também existe.

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Ok, nenhuma novidade, mas você sabia que ela já inicia aos 20 anos? Estudos apontam que a testosterona, começa a diminuir muito cedo. Mas fique tranquilo, porque diferente da mulher a taxa vai caindo lentamente e assim os sintomas são leves.

Mas antes vamos entender o papel do hormônio no nosso corpo, ele nada mais é que uma substância química que exerce o controle fisiológico sobre outras células do nosso organismo. Ah ta! Deixa eu exemplificar, a testosterona é um hormônio produzido pelos testículos e na fase embrionária (aquela fase que você ainda está na barriguinha da sua mamãe) tem a função de estimular o crescimento dos órgãos sexuais masculinos. Depois durante o crescimento promove o desenvolvimento das características secundárias do homem, que são a distribuição dos pêlos corporais, a calvície, o efeito sobre a voz, o efeito sobre a pele e o desenvolvimento de acne, o efeito sobre a formação de proteína, o desenvolvimento muscular entre outras coisas.

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A Formação de proteína e o desenvolvimento muscular é aí que eu queria chegar, estamos vivendo numa “era” em que a busca pelo corpo perfeito está cada vez mais presente nas academias e o que muitos fazem é o famoso uso dos anabolizantes, e na sua maioria são derivados da testosterona, justamente porque ela tem essa função de aumento de força e massa muscular.

O seu organismo já produz testosterona, será que aumentar a concentração dela não vai trazer consequências? Óbvio que sim, como já dizia nosso amigo Paracelso (Médico e físico do séc. XVI) “A diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem”. Então tudo em excesso de alguma forma trás prejuízos, e assim o uso indiscriminado pode levar a diminuição da função testicular, risco de adquirir doenças transmissíveis (AIDS, Hepatite), lesão hepática até câncer hepático. Sem contar os efeitos mais “leves”, como aparecimento de mamas, calvície e aumento de acnes.

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Então, sugiro pensar bastante antes de usar essas substâncias e se mesmo assim quiser correr o risco procure um médico. Sim, alguns médicos fazem isso e utilizam medicações conjuntas pra tentar evitar ou amenizar os efeitos indesejados, então cuidado ao copiar o brother da academia.

Pois bem, mas isso foi só um parênteses, mas quais os sintomas da redução hormonal no homem? A diminuição do interesse sexual, dificuldade de ereção, falta de concentração e capacidade intelectual, perda de pêlos, ganho de peso à custa de gordura, diminuição de massa e força muscular, irritabilidade e insônia entre outros. Lógico que esses problemas podem estar vinculados a outras causas e não necessariamente a culpa é do hormônio. E assim, recomenda-se a reposição quando os níveis séricos de testosterona total estão abaixo de 300 ng/dl (faixa normal de adulto jovem fica entre 500-700 ng/dl), testosterona livre abaixo de 6,5 ng/dl3 (essas faixas de valores podem ser diferentes entre os laboratórios) e junto de uma avaliação clínica.

A reposição vem para restabelecer os níveis fisiológicos de testosterona e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, porém como tudo na vida não são flores a reposição também pode levar a sérios problemas como exacerbação de doença prostática não diagnosticada (ou seja, aumenta-se o risco de câncer de próstata), aumento do risco de doença cardiovascular e hepatotoxicidade.

Assim, ao se adotar um estilo de vida saudável, junto com uma dieta equilibrada, a prática de exercícios físicos de forma regular, uma boa qualidade do sono, não fumar e não engordar são ótima recomendações que podem retardar ou impedir o aparecimento da deficiência de testosterona e seus sintomas.

Referências bibliográficas

Guyton & Hall, Tratado de Fisiologia Médica, 9ª Edição Rio de Janeiro, 1997, Guanabara

Martits AM, Costa EMF. Projeto Diretrizes. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. Hipogonadismo Masculino Tardio (Andropausa): Tratamento. 2004, 11p.

Sociedade brasileira de endocrinologia e metabologia. 10 Coisas que você precisa saber sobre uso de anabolizantes, Rio de Janeiro, 2014. Clique aqui

Sociedade brasileira de endocrinologia e metabologia. 10 Coisas que você precisa saber sobre reposição hormonal masculina. Rio de Janeiro, 2014. Clique aqui

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