Até logo Playboy

O que eu aprendi com a Playboy.

Até logo Playboy

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Ainda um garoto, vivendo a  fase em que as espinhas brotavam e  hormônios até então inexistentes causavam uma erupção, me lembro de juntar uns trocados, seguir para a avenida principal do bairro onde morava para comprar a edição mensal da Playboy e mesmo já tendo feito esse processo uma infinidade de vezes, o anseio de pedir ao jornaleiro: “Quero a Playboy do Mês” sempre me causava um mix de medo de ser repreendido com uma sensação de que eu já era um homem.

O Jornaleiro embrulhava a revista em um jornal velho e ao chegar em casa, cautelosamente guardava minha revista em algum esconderijo (no qual minha mãe fingia não saber), esperando o melhor momento para poder ver com calma a minha mais nova aquisição.

Com mais idade pude começar a entender a importância da revista na formação do comportamento e consumo do homem, estabelecendo um padrão de “Homem que sabe viver bem”. Tanto que a marca é sinônimo popular para homem rico, que tem uma boa vida.

A Playboy de certa forma moldou quem sou hoje.

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O perfume amadeirado que uso desde outubro de 1994 também é uma herança da revista.
A capa deste mês foi Tatiana Rammé, uma linda gaúcha,  a caçula de três irmãs que já haviam posado para a revista e que se tornou minha paixão platônica.
Dentro da revista continha um anuncio do perfume Safari Ralph Lauren, onde trazia um sache com uma amostra, assim, toda vez que abria aquela revista a fragrância do perfume tomava conta do ambiente.
Quase como uma trilha sonora perfeita.

Mexe com o imaginário e forma comportamento.

Toda mulher já se imaginou capa da revista e todo homem já se imaginou sendo o fotografo da Playboy. Comigo não foi diferente.

Eu não sou fotografo profissional, apesar de ter feito muitos ensaios aqui no Feito Para Homens, entretanto sempre me imaginei em tal posição: direcionado as modelos, extraindo delas as poses mais sensuais e também podendo apreciar ao vivo as mulheres mais desejadas do Brasil sem qualquer peça de roupa. Quem nunca?
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Os filhos da Playboy

Esse meu “talento” com a fotografia, minha formação acadêmica como publicitário e os conhecimentos adquiridos ao longo dos meus 36 anos, me deram cancha para criar um site de comportamento masculino: O Feito Para Homens.
Certamente o maior estimulo para essa criação foram os 15 anos no qual fui assinante da revista.

Aproveito para  trazer uma novidade.

No próximo mês o FPH passará por uma grande reformulação editorial e de layout.

Um dos principais jornalistas do país assume a direção editorial do site, trazendo mensalmente ensaios sensuais bem elaborados e maduros, entrevistas, conteúdo mais frequente, vídeos, vlog, colunistas e uma série de outras novidades. Estamos alcançando a maior idade.

Pode parecer pretensioso, mas talvez, de uma forma moderna, trabalhando exclusivamente no digital, vamos conseguir levar um conteúdo tão bom quanto o da revista. Esse é um dos nossos principais objetivos.

A Plataforma mudou, a internet tomou conta, mas os homens continuam buscando esse tipo de conteúdo.

A Playboy formou meu comportamento, me ensinou a apreciar boas coisas, me mostrou outros pontos de vista e histórias narradas de forma brilhante, me indicou inúmeros destinos, passeios, restaurantes e produtos no qual sou fiel até hoje, criou libido e me edificou como homem.

A Marca Playboy é muito forte no Brasil e no mundo, certamente outro homem que tenha tido experiencias tão ricas com a marca vá dar continuidade, publicando a revista longe das gráficas da Ed Abril.

Com essa esperança digo: Até Logo Playboy.

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Max Duarte

Max Duarte: Polivalência, eis a palavra que me traduz. Publicitário, músico, fotógrafo... Metido a entendedor de muitos assuntos. E que muda de opinião o tempo todo. AINDA BEM!

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