Jeep Renegade: disposto a tudo

O Jeep Renegade, na versão SUV ou off road, reúne num carro o que de melhor podem fazer juntos italianos e americanos.

Jeep Renegade

Um parque de diversões para quem gosta de carro que reúne o que há de melhor de americanos e italianos

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O Jeep Renegade Trailhawk, a versão 4×4: a tradição americana com um toque da Fiat

Os italianos há muito tempo são fascinados pelos americanos, da maneira apaixonada que gostam de alguém ou alguma coisa. Essa paixão vem dos tempos em que pequenos jipes verdes entravam nas vilas italianas, recebidos por multidões que atiravam chapéus ao alto, na retomada das cidades ocupadas pela coalizão nazifascista na Segunda Guerra Mundial.

Adotaram muitas palavras em inglês, que pronunciam com o peculiar sotaque peninsular, e adotaram a cultura americana em muitos aspectos: chegaram a produzir filmes sobre o velho oeste, como o célebre O Dólar Furado, de Giorgio Ferrone, de 1965, com o então jovem galã Giuliano Gemma, num gênero que ficou conhecido como o western spaguetti. E a paixão pelos jipes verdes, cuja valentia mitológica construiu a imagem sólida da marca Jeep, também acabou sendo encampada, quando a Fiat arrematou 100% da Chrysler, outro ícone do estilo de vida americano, e levou junto a marca legendária por seus veículos 4X4.

O lançamento do Jeep Renegade este ano no Brasil mostra bem o que os italianos queriam com a Jeep. Num país continental, em que apenas 14% das estradas são asfaltadas, nada melhor do que o carro que nos acostumamos a ver nos célebres comerciais americanos, nas estradas poeirentas e montanhas recortadas pelo vento do velho oeste. O Brasil ainda sente falta de carros que se pode usar com classe nas zonas urbanas e depois nas estradas rumo ao sítio no fim de semana ou a viagens a lugares onde a metrópole fica para trás e dá lugar para a aventura e o espírito da exploração.

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Design italiano

Fruto dessa nova geração, o Renegade é um americano ao jeito italiano, que homenageia as tradições da marca no design, com a grade de fendas verticais na frente do motor, assinatura da Jeep, e o farol quadrado que remete aos clássicos veículos militares. Porém, o Renegade tem algo de italiano no estilo, que, se lhe tira um pouco do ângulo de ataque e de saída, importantes num veículo desenhado para ser também um off road, lhe dão linhas inspiradas na tradição do design da Itália, que fez fama em todas as áreas, das roupas de Giorgio Armani às máquinas igualmente legendárias que saem dos estúdios Pininfarina.

Para dar ao carro também um preço inteligente, a Fiat criou duas versões do carro, uma mais sofisticada, com tração nas quatro rodas, e outra sem tração, mais barata, que faz do Renegade mais um SUV urbano. Um velho truque para aumentar a escala de produção, baratear o custo das peças e permitir, com a maior distribuição, que se possa comprar a versão mais sofisticada também a um preço menor.

4×4

A versão top de linha, a única com tração nas quatro rodas, foi chamada de Trailhawk, um carro único no mercado nacional. É maior que um jipe comum, com cinco lugares e conforto de um carro de família. Possui, porém, recursos de um off road completo – e, por ser nacional, custa menos que seus congêneres importados. Possui um motor diesel 2.0, com câmbio automático de velocidade e um seletor muito simples de usar, que indica a posição ideal para cinco tipos de terreno.

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O Renegade de perfil: conforto de SUV na versão sem tração e opção de motorização a diesel

É um Jeep clássico, preparado para fazer trilhas e enfrentar qualquer tipo de terreno, incluindo a Tração 4X4 Jeep Active drive Low, que permite segurar o carro no freio motor a baixa velocidade, ideal para descer ladeiras no barro sem perder o controle do carro. Um dispositivo que outros carros 4×4 nacionais não têm, com exceção dos jipes convencionais, como o Suzuki Jimny e o Troller, que são jipes convencionais, com menos espaço interno e sem o conforto dos SUVs. E custa menos que uma Cherokee Sport, o carro mais próximo dessa categoria na Jeep, que é importado.

Teto solar duplo do renegade: quase como nos jipes sem capota

Teto solar duplo do renegade: quase como nos jipes sem capota

SUVs

Para aqueles que não precisam tanto dos recursos fora de estrada, a Fiat apresentou dois modelos mais baratos: o Longitude, com câmbio automático, e o Sport, com câmbio mecânico. É possível escolher em ambos os casos entre versões com motor Flex ou Diesel. Não são tão sofisticados quanto o Trailhawk, que possui até sensor de chuva, porém não diferem deste na aparência. O motor diesel 2.0 da versão Longitude dá ao carro maior autonomia, o que faz dele um ótimo carro de passeio para famílias que viajam com frequência no fim de semana para lugares mais distantes.

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Um dos trunfos do Renegade é sua versatilidade para a personalização. A Fiat colocou a venda cores menos usadas em SUVs, porém cobiçadas em veículos 4×4, como o laranja, que combina com estradas de terra e espaços livres. Possui opcionais como o teto solar duplo, que permite ficar ao ar livre, quase como um carro conversível, ou os velhos jipes que desbravaram o mundo e eram os melhores amigos dos soldados americanos nas guerras da era romântica. E como o segredo do requinte está nos detalhes, há pedais cromados e outros acessórios que fazem do Renegade um verdadeiro parque de diversões para quem gosta de carro – e, especialmente, de ter um carro com o que há de melhor, de acordo com seu próprio estilo.

Existe bastante gente que diz preferir os velhos filmes de bangue-bangue italianos aos westerns americanos originais. Eles eram mais violentos, passionais e tinham um certo senso de humor, inclusive estético, que faltava aos americanos. Há boas razões para acreditar que a Jeep da Fiat está no mesmo caminho.

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